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sexta-feira, janeiro 22

Entrevista a Revista PRESTIGE 2008 - Parte 2

Bom, a Nina já traduziu a primeira parte da mega, hiper, ultra gigante entrevista, e agora trago a segunda e também gigante continuação.

Muito legal as respostas do Went e as perguntas foram bem feitas. Espero que curtam!
Hugs!

Tradução by Josi

As multifacetas de Miller como Scofield lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro em 2005 como Melhor Ator em uma Série de Drama e é citado como uma das principais razões do programa ter durado quatro temporadas, quando na verdade, ia durar apenas uma. Apesar de sua aclamação da crítica, Prison Break sempre foi um modesto sucesso na América. Não é assim no exterior, onde a série tem-se revelado um enorme sucesso em países tão distantes como a Austrália, França, Polônia e Sérvia. A primeira temporada do show em Hong Kong, quebrou o recorde local de exibição de um drama estrangeiro anteriormente previsto pela The X-Files.

Apesar de sua popularidade crescente, o ator de 36 anos tem evitado ser assunto de tablóide. Sempre que lhe perguntam sobre sua vida amorosa, Miller quase sempre responde que está ocupado demais para esse tipo de coisa - o que não impediu que a revistaWho, o intitulasse como um dos homens mais sexy's do planeta, juntamente com os gatos Leonardo DiCaprio, Jude Law e Johnny Depp.

Você está surpreso com o sucesso de Prison Break fora dos EUA?
"Temos uma base de fãs extremamente leais aqui nos Estados Unidos, mas o programa é um hit ainda maior em outros lugares. Por isso, foi uma verdadeira surpresa descobrir que havia milhões de pessoas lá fora, além das nossas fronteiras, que perceberam nosso trabalho duro. É muito gratificante pensar que na África, Ásia, Europa e em entre esses lugares, existem fãs abrindo espaço para nós em suas vidas. Agora eu sei que praticamente em qualquer lugar que eu vá, vou encontrar pessoas que conhecem o meu rosto como se eles conhecem os seus amigos e familiares. E isso é realmente extraordinário."

O que dá ao programa um apelo internacional?
"Acho que os temas exibidos são universais. Tem ação, aventura, romance, etc. Mas, principalmente, é sobre a família. É sobre o quão longe um homem está disposto a ir para salvar um ente querido. E isso é algo que qualquer pessoa em qualquer lugar pode se relacionar."


O que você fez para conseguir o papel de Michael Scofield? Apenas um teste normal?
"Na verdade, eles estavam raspando o fundo do barril no momento em que eu vim junto. Cada jovem ator em Hollywood tinha feito o teste para o papel, mas eles ainda não tinham encontrado a cara do Michael. Eu fui a última pessoa a fazer a audição para Michael Scofield e depois disso, tudo aconteceu muito rapidamente. Eu li o roteiro em uma sexta-feira, fiz o teste na segunda-feira, me ligaram na terça-feira, descobri que ia fazer o papel na terça-feira a noite e nós estávamos em Chicago filmando o primeiro episódio na semana seguinte. Tudo aconteceu muito rapidamente, o que eu acho que trabalhou a meu favor. Não houve tempo para ficar nervoso."

Em que aspectos você se parece com o Michael - e em que aspectos não se parece?
"Michael e eu somos ambos verdadeiros, e ambos temos um verdadeiro respeito à organização e disciplina. Mas Michael tem aquelas qualidades ao extremo. Ele é heróico, mas também há algo escuro e sombrio logo abaixo da superfície. Tenho muito respeito por ele, mas ele tem muitas falhas, e é isso que faz dele um personagem tão interessante para se interpretar. Se isso vier à tona, existem as pessoas por quem eu daria a minha vida, mas não há nenhuma maneira de eu ser tão inteligente ou louco o suficiente para mostrar o que Michael tem. Ele é meio herói, meio louco. Isso é definitivamente onde não temos nada a ver."

Você descreveu Michael como a pessoa que faz o levantamento narrativo "pesado" para o programa. O que você quer dizer com isso?
"Quero dizer, é trabalho do Michael explicar as coisas para o público. Como, "Isto é o que está acontecendo, isso é o que aconteceu e isso é o que está para acontecer." É um enredo pesado e temos que trabalhar duro para manter a audiência no ritmo. E nove entre dez vezes, essa tarefa cabe ao meu caráter.

Você está feliz com a direção que Prison Break está tomando na quarta temporada, que só começou nos EUA? O fato de que existe muito menos ênfase na prisão e na fuga é um fator positivo?
"Estou relativamente satisfeito com a nova direção do programa. Os irmãos não podem fugir para sempre e nós certamente não podemos mandá-los de volta para a prisão. Eu sinto que é hora de Michael e Lincoln ficarem e lutarem e derrubarem os vilões de uma vez por todas. E em um mundo ideal, a Fox vai nos dar essa oportunidade. Eu realmente acho que depois de todos nós termos colocado os personagens para o público, nós ganhamos o direito a um confronto final, uma conclusão realmente satisfatória. Esperamos que esta seja a temporada onde isso acontece. Esperamos que as forças que nos colocaram pra baixo, nos coloque pra cima quando a hora chegar."
Você e os outros atores nunca se envolveram na tentativa de desenvolver a história? Será que alguém deu sua própria contribuição pra isso?
"Neste ponto, eu acho que é seguro dizer que os roteiros são como as plantas e é trabalho dos atores dar cor entre as linhas que acharmos conveniente. Eu não posso decidir o que acontece com Michael Scofield, mas neste momento na série, ninguém o conhece como eu. Quatro temporadas, guardando a integridade do caráter, linha por linha, e batida por batida, é minha responsabilidade. E os escritores, a seu desejo, nos permitirão fazer as mudanças e ajustes que julgamos necessários. Tornou-se uma colaboração real."

Vamos falar sobre seu passado. Dada a sua formação diversificada, você se sente americano, britânico ou algo totalmente diferente?
"Eu sou e sempre me senti como um americano, mas o Reino Unido tem um lugar especial no meu coração. Eu também tenho dupla cidadania, o que me faz sentir ligado ao Reino Unido em uma maneira muito real e tangível, embora eu tenha apenas nascido lá. Ter um passaporte britânico também torna muito mais fácil trabalhar no exterior, e como o mercado internacional torna-se cada vez mais importante na indústria do entretenimento, pode ser uma coisa muito útil para se ter."

Seus pais incentivaram a sua carreira ou se tratava de algo impulsionado por seus próprios objetivos e desejos?
"Eles eram favoráveis, mas cautelosos. A menos que você esteja realmente no negócio, às vezes é difícil entender o que é que fazemos, como funciona a vida de um ator. Tudo que os meus pais sabiam era que durante anos eu não tinha um emprego estável ou uma constante fonte de renda. Mas eles estão entusiasmados com o meu sucesso. Eles gostam de ver meu rosto na TV toda semana. Eu apenas tenho que avisar a minha mãe de antemão se algo terrível vai acontecer ao meu personagem. Ela não gosta de ver Michael se machucar."

Então você terminou em Princeton, estudou literatura e fez pós-graduação. O que aconteceu depois disso? Como você fez a transição da Ivy League para Hollywood?
"Quando me formei na faculdade, eu tinha basicamente desistido de meus sonhos de infância de se tornar um ator. Apenas pareceu muito arriscado, muito realista. Mas eu ainda queria ser parte do negócio, de alguma forma, assim que eu consegui um emprego trabalhando nos bastidores para uma empresa em Los Angeles, que produzia filmes para a televisão. Mas não demorou muito antes de eu ter que admitir para mim mesmo que eu realmente queria atuar. Tive de responder aquela pergunta "e se?". Então eu comecei a tomar aulas de interpretação e fazer audições. E para pagar o aluguel, eu trabalhei como um temporário nos estúdios, o que me deu uma compreensão inestimável do outro lado do negócio. Isso realmente me fez apreciar o trabalho que se tem de montar um filme ou uma série de TV. Me fez mais agradecido por tudo o que tenho conseguido."

Como foi trabalhar com Anthony Hopkins em The Human Stain?
"Infelizmente, eu não trabalhei de fato com Anthony Hopkins, porque eu interpretando seu personagem mais jovem, então nós não tivemos nenhuma cena juntos. Filmamos todas as minhas cenas primeiro, e em seguida, mostravam as cenas à Tony. Por isso, era quase como se ele tivesse filmes caseiros da sua juventude em casa. E então, quando eles colocaram o filme inteiro junto, eu notei que ele havia copiado uma ou duas das minhas manias e colocado em seu desempenho, o que foi emocionante de assistir, e incrivelmente lisonjeiro."

Você vai se arriscar em longas-metragens de novo?
"O tempo dirá. Neste momento estou muito ocupado com a quarta temporada do programa, mas estou começando a pensar sobre o futuro. Há definitivamente muitos diretores que eu gostaria de trabalhar, como Steven Spielberg, Quentin Tarantino e Ang Lee, entre outros. Eu provavelmente diria "sim" a qualquer papel que eles oferecessem, não importa quão pequeno. Em muitos aspectos, uma vez que Prison Break chega ao fim, eu sinto como se eu tivesse que começar do zero, realmente ter que me reinventar para a audiência. Educá-los a respeito de quem eu sou e o que posso fazer. Acho que vai ser muito trabalho, mas realmente necessário, se eu quiser sair das costas do Michael Scofield."

Você apareceu em dois vídeos da Mariah Carey na época que Prison Break começou. Como você conseguiu isso?
"Brett Ratner dirigiu o piloto do programa, e depois ele me recomendou a Mariah para seus vídeos. Eu nunca tinha feito um vídeo antes e não havia nenhuma garantia de que o programa estava indo para algum lugar, então eu disse que sim. Filmamos dois vídeos, e Mariah foi uma profissional total. Ela realmente se saiu de uma maneira que me fez sentir em casa. E, em seguida, os vídeos foram um sucesso e eles tem um tempo longo, por isso, quando o programa começou, um monte de gente me conhecia como aquele cara dos vídeos Mariah Carey. E eu realmente acho que ajudou a lançar o programa."

Você tem alguma ambição musical? Afinal, você cantava no Princeton Tigertones.
"Meus dias como cantor ficou para trás, infelizmente. Após uma década de negligência eu mal posso levar uma melodia. Mas eu não me importaria de fazer um filme musical ou algo parecido - contanto que haja dinheiro suficiente no orçamento para corrigir minhas canções na edição."

O que você gosta de fazer quando você não está trabalhando?
"A maior parte do meu tempo livre passo relaxando, vendo DVDs, lendo ou cochilando. Mas eu não gasto todo o meu tempo no sofá. Quando nós estávamos trabalhando em Dallas [para Prison Break], eu fiz um monte de trilhas, alguns passeios por cidades ao redor do Texas. E eu me diverti muito. Eu acho que é uma dos melhores regalias da vida do ator - tempo pra viajar e tempo para explorar a forma como outras pessoas vivem suas vidas."

Algum lugar favorito para passar as férias?
"Meu lugar preferido é Prospect Park, no Brooklyn, Nova York. É em frente à rua onde eu cresci. É o melhor lugar verde no planeta e eu tento ir lá sempre que posso. Sentar em um banco do parque, comer uma empada de carne jamaicana e olhar as pessoas passarem. . . não existe nada melhor do que isso. Mas como parte da natureza, gosto de Petra, na Jordânia, é um dos lugares mais belos da Terra. Essas fachadas antigas incríveis esculpidas na rocha vermelha. Inacreditável. Deslumbrante."

Você já foi para a Ásia? Quais foram suas impressões e memórias dos lugares que você visitou?
"Eu fui para a Tailândia e Coréia do Sul, e o que mais me lembro é da comida incrível que eu comi em ambos os países. E eu fiquei sabendo que a comida chinesa americana não é nada comparada com a comida que você realmente encontra na China, por isso estou ansioso para experimentar essa diferença. Lembro-me também de como as pessoas são educadas e amigáveis. Fiquei muito impressionado porque eu sou um grande fã de etiqueta e boas maneiras. É tão importante tratar outras pessoas com o mesmo grau de respeito que você gostaria de ser tratado. É por isso que eu tento sempre estar no meu melhor comportamento quando vou à outros países, principalmente para a Ásia. Não há nada pior do que a impressão transversal como o estereótipo do "americano feio".

Parafraseando um velho ditado: "Você é o que você come", há um novo - "Você é o que você dirige." O que você dirige e como isso reflete na sua personalidade?
"Acho que essa é uma declaração potencialmente perigosa. É a razão pela qual tantas pessoas estão por aí em grandes e caros carros mesmo sem ter recursos, sala maior do que os seus meios e acarretando para si os mesmos problemas. Meu pai sempre disse que um carro era para tirar você do ponto A ao ponto B, e que é basicamente a minha teoria, também. É por isso que eu não conduzo algo absurdamente caro. Dito isto, eu faço um disco híbrido, porque eu acho que é importante ter consciência ambiental. Então eu acho que é uma declaração em si."

Dada a sua formação superior, eu tenho que perguntar quais livros você leu ultimamente?
"Infelizmente eu passo a maior parte do meu tempo livre lendo roteiros. Mas eu tenho esta pequena pilha de livros me esperando para pegá-los. Eu tenho "The Amazing Adventures of Kavalier & Clay" de Michael Chabon, "The Devil in the White City" de Erik Larson e "Darkly Dreaming Dexter" der Jeff Lindsay, que eu peguei porque eu gostava muito do programa de TV Dexter. Espero voltar a lê-los um dia. É apenas uma questão de quando."

Você parece lidar muito bem evitando o radar dos paparazzi e tenho certeza que você quer que as coisas permaneçam assim. Mas isso deixa os fãs curiosos para saber sobre sua vida social. Você disse que realmente não tem uma vida social porque você está sempre trabalhando. Mas vamos lá - nos diga alguma coisa!
"Ha, ha, ha... Não!"

Fonte: w-miller.net

7 comentários:

Fabiana 22 de janeiro de 2010 18:49  

Obrigada pela tradução ! Parabéns!!

Nadia,  22 de janeiro de 2010 22:20  

Uau!
Que entrevistooona!
Sobre a última resposta, hahaha digo eu Wenty, não fala MESMO da vida pessoal hein gatchenho? Brincadeira, eu acho que ele está mais q certo em não falar.
Então quando eu foi morar nos Estados Unidos vou correr para o Prospect Park, no Brooklyn, Nova York, sentar em um banco do parque, comer uma empada de carne jamaicana e aovê-lo chegando, o convidar para ir à Petra, hehehe.
Beijos!

Silvia/RJ,  23 de janeiro de 2010 09:45  

Olá Meninas! Bom dia Wenty! Nadia amei seu roteiro com Wenty finalizando em Petra kkkkk. em Prospect Park faltará bancos para todas nós sentarmos aguardando nossa vez, rsrs. Beijinhos Cariocas. Ahhh realmente Wenty é um túmulo quando se trata de falar na vida pessoal, ma s está certíssimo, em se preservar. A Entrevista é tão completa leio várias vezes ao dia todas.

Ellen 23 de janeiro de 2010 12:46  

Minha dose diário de Went hoje, está perfeita com essa entrevista. Obrigadooo.....

Duda,  23 de janeiro de 2010 14:43  

Valeu pela tradução. Como sempre perfeito nas suas respostas nosso gatíssimo Wenty. Inteligente, sensato e gato, gato, muito gato.

Jani 24 de janeiro de 2010 13:09  

Sabem que a cada entrevista que vejo do meu Went fico mais apaixonada por ele, uma pessoa explendida com certeza. Mas falar da vida pessoal, nada ou quase nada, né... è que eu pedi segredo sabe amigas... kkk. Obrigada mais uma vez pela tradução e por tudo minhas blogueiras favoritas \0/

Giancarlo 30 de janeiro de 2010 00:11  

Sou idolo desse cara, não acredito que ele também gosta de ver Dexter e gosta de passar a vida como um 'jovem idoso', muito legal isso.